As baleias-piloto que morreram entre as praias de Pititinga e Zumbi, no município de Rio do Fogo, Litoral Norte do Rio Grande do Norte, estavam com alta infecção parasitária no sistema auditivo, o que atrapalha o senso de localização dos animais, informaram os profissionais do Projeto Cetáceos da Costa Branca, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern).
Cinco animais morreram entre a última sexta-feira (31) e este domingo (2). Uma operação foi montada para tentar afastar os 16 animais ainda vivos da enseada. Eles estão nadando, porém na parte rasa da praia, com risco de ficarem presos na areia. Segundo os médicos-veterinários e biólogos, os animais apresentam sinais de fraqueza.
O encalhe foi registrado no início da manhã da última sexta-feira (31).
Na manhã desta segunda-feira (3), uma operação montada com duas embarcações pesqueiras de médio porte e duas motos aquáticas do Corpo de Bombeiros, além de uma jangada, tenta capturar e puxar o grupo de baleias-piloto para o fundo do mar, com o uso de uma rede.
Segundo os especialistas, a primeira tentativa, no domingo (2), foi de afastar os animais com o barulho e aproximação das embarcações, porém eles não reagiram à presença dos barcos.
Segundo o biólogo Vinícius Santana, do projeto Cetáceos da Costa Branca e do Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam), a única atitude dos animais foi ficar entre os barcos e a líder do grupo, que apresenta desorientação.
Os animais enfrentam fraqueza, com sinais de magreza, porque provavelmente estão há muito tempo sem alimentação. A dieta das baleias-piloto engloba peixes e outros organismos presentes em alto-mar, diferente dos encontrados no litoral.
Ainda que as instituições ambientais conseguissem a alimentação para os animais, eles não têm condição de se alimentar atualmente, explicou o biólogo.
A esperança do grupo que conta com cerca de 25 especialistas é de que a operação para afastar dos animais seja bem-sucedida até o fim desta segunda-feira (3).
Por volta das 11h20 as embarcações já estavam mais distantes da costa. "É a primeira vez em quatro dias que a gente não consegue ver os animais daqui da costa. A gente está conseguindo levar os animais para uma profundidade um pouco maior. Por ora, estamos em processo", afirmou Daniel Sólon, biólogo do Cemam.
G1 RN