O nível do lago Guaíba retornaria a patamares próximos aos de quando começaram as inundações em Porto Alegre e região metropolitana somente no dia 31 de maio, sugere o cenário mais otimista da última previsão do IPH (Instituto de Pesquisa Hidráulicas) da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
A projeção leva em conta um cenário que dificilmente ocorreria, em que não haveria chuva e vento pelas próximas duas semanas. Nesta sexta-feira (16), por outro lado, já voltou a chover no Rio Grande do Sul.
Sem chuva e vento, o nível de 3 m, que é a cota de transbordamento, seria observado no último dia do mês. Os outros dois modelos, porém, preveem que na mesma data o nível das águas estará a cerca de 3,5 m. Ao meio-dia, o Guaíba estava em 4,92 m.
O IPH acrescenta que haverá mais chuva na semana que vem, com acumulados de mais de 150 mm nos próximos dez dias em alguns locais. O vento soprando do sul também é um fator que dificulta o esvaziamento da lagoa dos Patos — para onde vai a água do Guaíba — para o oceano.
A água começou a baixar em algumas regiões de Porto Alegre, em partes, pelo reacionamento de casas de bombeamento de água.
Na Cidade Baixa, um bairro boêmio da capital gaúcha, o recuo das águas do Guaíba revelou peixes mortos, lixo e muito barro nas ruas.
R7